Inaugurada na semana passada, uma retrospectiva no Itaú Cultural, em Sampa, reúne uma série de eventos e homenagens ao músico pernambucano Francisco de Assis França, mais conhecido como Chico Science.
Pra quem acompanhou (e curtiu muito!) o nascimento do Mangue Beat e de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, essa mostra é imperdível. Como dizia o próprio: “Um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar”.
> Marcelus
p.s. foto pescada na grande rede. se alguém souber o nome ou link do fotógrafo…
Making airwaves was the recently shot 2010 Pirelli Calendar which brings together a remarkable topless cast of some of the world’s most beautiful women. The shoot– which includes the likes of Daisy Lowe, Lily Cole, Eniko Mihalik and Miranda Kerr– was photographed by Terry Richardson.
Pra quem viu as fotos e não viu o trabalho, segue aí em cima o comercial que produzimos no fim de ‘09 para o refrigerante angolano Sumol. Tudinho feito pela turma aqui da casa e por alguns dos nossos grandes parceiros.
direção: Rafael Mellin
prod. executiva: Bruno Lins
direção de arte: Brabo
dir. de fotografia: Márcio Zavareze
coord. de produção: Fernanda Laignier
assist. de direção: Rodrigo Gameiro
produtor de locação: Kléber Souza
grafitti: João Carvalho e Gustavo Liuzzi
produtora de elenco: Rosa Fernandes
figurino: Cacá Hermeto
maquiagem: Manoela Monteiro
jingle: Ti Pilades e Soloba
Water dissolving and water removing
There is water at the bottom of the ocean
Remove the water, carry the water
Letting the days go by, let the water hold me down
Letting the days go by, water flowing underground
David Byrne, Brian Eno, Tina Weymouth, Chris Frantz e Jerry Harrison
“- O que é um homem de bem para o senhor?
- O homem de bem respeita a lei, não rouba, não se mete na vida dos outros, trata todo mundo com educação, não falta com a palavra, não da falso testemunho, não furta, não é ingrato, tem moral, acho que todo mundo sabe o que é um homem de bem. “
Quando recebi “O Albatroz Azul” de presente do meu irmão, fiquei curioso e comecei a ler no dia seguinte, pois após o sombrio Diário do Farol, não sabia o que esperar. Com diálogos divertidos, simples e cheios de sabedoria, João Ubaldo volta a antiga Itaparica com personagens fortes e crus, mostrando a relevância das coisas simples e dos relacionamentos.
Tertuliano Jaburu, o protagonista sensato, sereno e muito respeitado por todos , acredita que a velhice é parecida com a infância, pois descobre novidades todo dia. Com a chegada do seu neto macho, ele encontra um novo significado para sua vida. Começa então uma jornada que fala das influências da infância e da morte, com reflexões sobre a naturalidade destes acontecimentos.
João Ubaldo Ribeiro apronta mais uma, é o tipo de leitura que ajuda a gente a olhar a vida do ponto de vista do horizonte. >Marcius
Um dos últimos trabalhos de 2009 foi o comercial da Sumol. Convidados pelo amigo português Antonio Páscoa, diretor de criação da agência Executive Angola, nossa missão principal foi encontrar bons “jogadores” de futebol com o perfil angolano, que além da habilidade com a bola, deveriam dançar no ritmo animado do jingle do filme.
O comercial foi produzido num prazo de 15 dias corridos, da pesquisa de locação, teste de elenco, impressões de lambe-lambe, pintura do grafite até a filmagem em apenas uma diária. O resultado deixou todo mundo feliz da vida.
Encerramos o ano com mais um divertido trabalho. Esperamos mais para 2010! Pra quem ainda não viu o comercial tá lá no vimeo da Mellin e também no nosso site.
O entra e sai de mega-ondulações no pacífico neste inverno me lembrou o longa-metragem Big Wednesday (1978), que apesar de homônimo do filme produzido pelo pioneiro John Severson em 1961, foi baseado em um artigo publicado na revista Surfer, em 1974, por Denny Alberg. A história de 3 surfistas e amigos na califórnia dos anos 60 foi escrita e dirigida com a experiência pessoal dos roteiristas: John Milius e o próprio Alberg.
Mesmo carregado no olhar hollywoodiando, Big Wednesday celebra o surf, a busca por ondas grandes e o estilo de vida criado pelos surfistas americanos na década de 60. Acerta na essência e faz referências claras a ícones como Mickey Dora e Greg Noll. Milius, um surfista apaixonado por literatura e cinema, também roteirizou, encorajado por seus amigo George Lucas e Francis Ford Coppola, o espetacular Apocalypse Now.
Descobri boa parte dessa história assistindo ao documentário “Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse”, de Eleonor Coppola, sobre a saga que seu marido Francis enfrentou nas Filipinas para filmar a sua visão da guerra do Vietnã.
Entre as muitas histórias do ótimo documentário, estão lá a troca de Harvey Keitel por Martin Sheen no papel principal, seguida pelo infarto do ator; a obsessão de Coppola; a estréia de Laurence Fishburn, aos 14 anos; e todos os riscos, casos e acidentes em um ano na selva Filipina. Descobri também que Marlon Brando, já obeso e desinteressado pelo trabalho, não leu o livro que deu origem ao filme. Conhecido pela forte personalidade, Brando, bêbado, brincava com a câmera dizendo a célebre frase: “The Horror! The horror!” eternizando assim seu personagem, o sombrio General Kurtz.
Quando vi na Argumento a edição de bolso do livro, toda essa história voltou a cabeça e arrematei na hora (por apenas 15 pratas!) “Heart of darkness”, de Joseph Conrad. Agora, navegando, nas páginas de Conrad, rio acima com o capitão Marlowe, descubro porque o livro influenciou tanta gente boa, durante tanto tempo.
E, ligando os pontos, valorizo cada vez mais o que o Millôr Fernandes chamou de “…Um revolucionário conceito de tecnologia de informação: Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.